Oi meninas , como vão ?
Hoje eu vim aqui fazer um post totalmente diferente , é sobre a história de um menino chamado João Bombeirinho , uma criança que lutou até o fim ... uma história que vale a pena que todos conheçam .
Pra começo de tudo eu conheci a história dessa criança maravilhosa no programa do Gugu desde domingo , se muitos assistiram sabem de quem eu estou falando.
A História
( História narrada por sua mãe )
Dez anos depois de dar a luz a meu segundo filho, sonhava em
engravidar. Mãe de dois meninos, desejava uma menininha em casa, já
tinha até nome: Sophia, que significa Sabedoria.
Durante quatro meses seguidos, fiquei na ansiedade por descobrir o
motivo do atraso de minha regra, os testes feitos não acusavam gravidez.
Depois de inúmeros testes, foi confirmada a gravidez, ao que a médica
me pediu um ultrassom. E para minha surpresa, o exame não mostrou um
bebê, e sim um cisto. Passaram-me então alguns remédios, e eu não tomei
porque no fundo sentia que havia algo errado. Troquei de médico, e ele
me pediu novamente todos os exames, e confirmou: Era um bebê sim!
Fiquei radiante, finalmente eu teria uma menininha, acreditava eu. Os
exames que se seguiram nunca mostraram o sexo do bebê, até seus sete
meses.
E daí veio a surpresa: Era mais um menino!
Não fiquei triste, seria fácil, afinal, tendo dois meninos, eu tirava
de letra a rotina deles. Sim, seria fácil, pensava. Sem saber o que
estava por vir.
Depois do ultra que confirmou o sexo do bebê, tive um grande susto: Um
sinal de aborto espontâneo, sangramento que preocupou e angustiou a
todos, e durou até o nascimento dele.
Dia 23 de novembro de 2005, cheguei a Maternidade Carmela Dutra, no
Rio de Janeiro, por volta das 8hs da manhã, e as 14:05 da tarde, de uma
quarta feira quente, junto do sol, nasceu o João Daniel. Como numa
premonição, eu chorava sem parar. Era uma criança perfeita, lindo,
motivo de alegria, mas as lágrimas insistiam. Chorava por ele, por mim, e
chorava tambem sem saber o porque. Era só uma prévia, choraria muito
mais depois. Pesava 3.520kg e tinha 52 centímetros.
O nome João veio do meu avô materno, que faleceu durante a gravidez;
sem chance de despedidas, resolvi homenageá-lo nomeando meu filho com
seu nome. Seria então o João Davi, que significa presente de Deus,
porém, bateu aquele ciume de avô no meu pai e ele tambem quis fazer
parte, e foi aí que apareceu o nome Daniel, nome do meu avô paterno.
E ficou assim, João Daniel, lindo, perfeito, sem sombra de qualquer problema.
Tranquilo, não chorava por nada, e recebeu assim pelas enfermeiras o
apelido carinhoso de zen, diferente dos amiguinhos do berçário, que
choravam sem parar.
Com 20 dias em casa, voltei correndo para o hospital, por não entender
como um bebê não chorava, era quieto, tranquilo, calminho.
Mas os resultados dos exames foram ótimos, ele não tinha nada, era realmente tranquilo.
Com seis meses de vida, tudo corria bem, e nossa familia decidiu voltar para Maringá, Paraná.
A vida seguia normal, ele mamava no peito ainda, comia bem, era uma criança saudável.
Em sua festa de um aninho, foi tudo lindo, com tema dos palhacinhos, ele se divertiu bastante.
Onze meses depois, começando a planejar sua segunda festinha, era fim
de tarde quando o peguei na escolinha e levei normalmente para sua
rotina, tomou banho, jantou e dormiu. Por volta de 3hs da manhã começou
uma febre que insistia mesmo com os medicamentos devidos. Ao amanhecer,
notei um caroço em seu pescoço, e fui a casa da minha mãe. Experiente,
ela achou que era cachumba, doença bem comum na infância. Não me
conformando muito com a idéia, procurei um hospital, onde foram pedidos
alguns exames. Os resultados a médica disse que precisavam ser
encaminhados para outro hospital, o H.U - Hospital Universitário de
Maringá, lá foram feitos novos exames, e me falaram que ele tinha uma
pequena anemia, por isso deveria tomar uma bolsa de sangue. Eu ainda não
entendia bem a situação, e novos exames eram feitos a todo momento. Fui
chamada pelos médicos, para receber deles um fardo para o qual não
estava preparada. Sim, foi um choque. O maior de todos. E só quem já
passou entende o que é ouvir..
"Seu filho pode estar com Leucemia, encaminharemos para o Hospital do Cancer."
Chegando lá foi feito o Mielograma, e o resultado foi o temido: Positivo.
Dali iniciou-se um choro que correu durante três dias. Me sentia a
pior mãe do mundo, achava que a culpa era minha, porque trabalhava e o
deixava na escolinha. Depois do choque, bateu a realidade. Não adiantava
chorar e ficar parada esperando uma solução que não viria, teria que me
mexer, fazer alguma coisa para ajudá-lo. Conversei com a médica, fui me
informar mais sobre a doença e seu tratamento, e foi aí que começou
nossa luta.
Durante o mês que se seguiu, ele fez várias sessões de quimioterapia, houveram várias complicações,
foram 6 cirurgias e muito sofrimento.
Além do drama de ter um filho com câncer, veio tambem a minha separação.
Foi um período bastante dificil, voltei a morar com meus pais e tive
de deixar o emprego para cuidar do João. Com o tempo, a quimioterapia
deixou nossa vida mais tranquila, voltei a trabalhar e montei a casa
novamente, sai da casa dos meus pais e fomos viver uma nova vida.
Dois anos depois, mesmo fazendo todo o tratamento, o Mielograma feito
acusou células cancerosas, o que significava que agora, nossa unica
solução seria um transplante de medula óssea. E aí começou nossa busca
por um doador de medula compatível. Dentro da familia não foi encontrado
nenhum compatível.
João sempre sonhou em ser bombeiro, nessa época ele frequentava a escolinha ainda, e foi aí que recebeu uma grande surpresa.
A escola promoveu um encontro com os bombeiros da cidade, que foram
visitá-lo e convidaram pra passar um dia inteiro no quartel. Ele ficou
super feliz, recebeu uniforme e tudo, e foi adotado como mascote do
corpo de bombeiros.
Em outubro de 2010, para chamar a atenção da população para a
importancia da doação de medula óssea, o corpo de bombeiros resolveu
fazer um "resgate" do João, que estava internado para sessões de
quimioterapia. Tirado pela janela pelo tenente Mafra, que na época já
era um grande amigo do João, a iniciativa chamou a atenção da cidade
toda, e foi assim que ele passou a ser conhecido em todo o estado como o
"Bombeirinho de Maringá".
Depois de conhecer o senador Alvaro Dias e receber seu apoio, apareceu
então o primeiro possivel doador de medula óssea compatível com o João.
Infelizmente, nossa viagem a Curitiba foi decepcionante, pois o doador
era apenas 40% compatível, e o mínimo para um transplante é de 80% de
compatibilidade.
Desde então, nossa luta continua. Minha vida é focada em encontrar
quem me ajudará a dar continuidade nesse sonho. Não trabalho fora,
dedico meu tempo todo a ele, e assim seguimos.
Conheci muitos amigos nesse caminho pela vida, e essa luta se tornou uma grande Corrente do Bem.
Contamos com tantos quanto puderem ajudar, seja doador de medula óssea, doe vida a quem precisa.
È realmente um menino de milagre , lutador , que nunca desistiu e eu realmente me emocionei com a história , estou com vontade de doar medula óssea para ajudar outras crianças com o mesmo problemas , para salvar uma vida , seria magico , mais eu tenho apenas 17 anos , e é acima de 18 , mas você que tem a cima de 18 anos pode salvar uma vida , isso não seria uma bênção ?
O menino ficou famoso depois de aparecer no balanço geral de Maringá , depois apareceu no hoje em dia , e agora está no Gugu , que vai dar uma casa para ele semana que vem , eu não posso perder :)
Para entender melhor a história :
E por hoje é isso meninas , essa história emocionante , espero que não só eu sinta vontade de ajudar , não precisa ser só doando medula óssea , mais pense bem que isso poderia salva uma vida , como salvou a dele .
Beijos ;*
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